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Agronegócio

BNDES – Entenda a importância e atuação deste órgão no Brasil

Em 2018, aprovações de novos investimentos do BNDES tiveram aumento de 27% em relação ao ano anterior

O BNDES está presente em todas as regiões do país e em todos os setores da economia. Atende desde micro e pequenas empresas, até grandes players do setor público e terceiro setor.

Fundado em 1952, o BNDES se tornou um dos símbolos de desenvolvimento nacional e também alvo de discussões sobre o uso de seus recursos nos últimos anos. São várias modalidades de crédito e financiamentos executados pelo banco. Todas contam com critérios específicos para serem liberadas.

O que é BNDES?

BNDES é a sigla de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Trata-se de um órgão público federal criado com a pretensão de estimular o desenvolvimento da atividade econômica em diferentes áreas da economia.

O banco assume critérios que observem a geração de renda, de emprego e melhorias sociais em setores diversos para que a sociedade seja beneficiada como um todo. Beneficiada e, consequentemente, se desenvolvendo cada vez mais para fortalecer a economia nacional.

É comum fazer confusão com a atuação de um banco privado comum pois, de fato, a sua operação é parecida, mas apenas no que diz respeito às ferramentas utilizadas.

Objetivos do BNDES

Peguemos o exemplo de uma rede bancária convencional. Como todo banco, o seu objetivo primário é o lucro. Uma das formas de se obter lucro é trabalhar com uma linha de empréstimo.

Para a concessão do empréstimo, é estipulada uma série de critérios para diminuir o risco da operação. Ainda assim, essa operação não estará livre de risco para a instituição. Desse modo, o banco calculará uma taxa de juros dentro da margem que está disposto a trabalhar.

Com os critérios atendidos e o empréstimo feito, é determinado um prazo de reembolso desse empréstimo acrescido de uma taxa de juros determinada no ato do empréstimo. É sobre o valor reembolsado com juros que o banco lucrará.

Detalhe que a instituição financeira privada não se importa como e onde o dinheiro emprestado será investido e quem exatamente beneficiará. Seu interesse unicamente é receber, na data acordada, os reembolsos – com a sua margem de lucro garantida.

O BNDES segue modelo parecido, mas com objetivos e critérios diferentes. Também trabalha com linhas de empréstimos e também lucra sobre os juros embutidos no reembolso. Contudo, para a concessão do empréstimo ser autorizada, exige que o dinheiro seja aplicado em setores específicos dentro do ramo de atuação do requerente do empréstimo.

Além disso, a taxa de juros que pratica é menor em comparação aos bancos privados. Sua meta é que quem receba o empréstimo consiga se beneficiar o máximo possível e desenvolver-se.

Ou seja, o objetivo do BNDES não é apenas a lucratividade. O lucro por si só não justifica a sua razão de ser, o seu propósito.

Seu objetivo está atrelado ao lucro, mas também ao desenvolvimento econômico social. Assim, ele atua sob a diretriz de uma agenda pública, de uma política pública voltada para o fomento da atividade econômica.

Histórico recente

O BNDES teve papel central para os anos de euforia da balança comercial brasileira na última década e meia.

O Brasil teve um bom crescimento econômico com um mercado interno aquecido, baixo desemprego, distribuição de renda, presença internacional e o BNDES é apontado como um dos principais instrumentos dos anos de bonança do colosso sul-americano.

O banco se tornou nome recorrente nas pautas políticas e econômicas por ter tido seu protagonismo elevado dentro da máquina pública. Passou a financiar e investir em diversas empresas brasileiras, colaborando para o desenvolvimento e expansão das marcas nacionais em mercados externos.

O volume de recursos despejados foi estratosférico e a administração desses recursos passou a ser motivo de questionamentos e virar tema constante em debates políticos.

Hoje, apesar de ter apresentado alta na aprovação de investimentos no último ano, teve seu poderio financeiro diminuído nos últimos tempos por reflexo da crise econômica.

Para que serve o BNDES?

A ideia por trás do BNDES é que seja um ponto de fomento da atividade econômica em todos os setores produtivos.

O dinheiro do contribuinte deve ser usado em investimentos estratégicos que visem gerar um bem comum para a maioria. Por isso, as linhas de crédito do banco estão voltadas para segmentos específicos dos setores da cadeia produtiva.

Como principais exemplos lista-se empresas de infraestrutura, produtores do ramo agrícola, tecnologia, entre outros.

E para promover esse desenvolvimento, fornece linhas de crédito com juros baixos e melhores condições de pagamento do que bancos privados.

Outra ação que exerce é a de comprar dívidas públicas de determinadas instituições. O objetivo nesse caso é para que recuperem o fôlego financeiro. Consequentemente, o banco ajuda tais instituições a recuperarem também a capacidade de investimento para saldar a dívida posteriormente.

Outro campo de ação do BNDES é oferecer recursos não reembolsáveis, isto é, que não precisam ser devolvidos. Geralmente tal concessão direciona-se para áreas da cultura, inovação e tecnologia.

Agora que explicamos para que serve o BNDES, o que é preciso para usufruir dos recursos do banco?

Para ser beneficiado com empréstimo ou pagamento via BNDES, é necessário atender alguns requisitos. Esses requisitos variam conforme o tipo de crédito pretendido.

Os critérios vão desde o rendimento anual até como e onde o dinheiro será aplicado.

É obrigatório, por exemplo, que o crédito seja usado para a aquisição de máquinas, melhoria de estrutura, expansão do negócio ou sua modernização. Tudo irá depender do tipo de modalidade almejada.

Números de investimentos

O total aprovado no ano de 2018 para novos financiamentos foi de 94,9 bilhões de reais. Isso representa aumento de 27% em comparação a 2017. Analisando o número de desembolsos, o valor liberado para investimentos foi de 69,3 bilhões de reais.

O setor mais beneficiado foi o de infraestrutura, totalizando a cifra de 30,4 bilhões de reais, uma alta de 13% em relação ao período anterior, 2017.

Os setores que vêm em seguida como maiores beneficiários foram agropecuária e indústria, que tiveram aumento de aprovações de 5% e 10% respectivamente.

No entanto, o setor de comércio e serviços sofreu variação negativa (3%) em relação ao período anterior.

Já as micro, pequenas e médias empresas captaram 44,7% do total liberado pelo banco público de investimento.

Quanto às regiões mais beneficiadas, o Centro-Oeste foi o principal destino das liberações do BNDES, recebendo 9,4 bilhões, representando aumento de 12% em comparação com 2017.

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